 |
| clique para ampliar a imagem |
| |
|
O fluxograma da cadeia produtiva do bovino mostra 15 segmentos que estão diretamente ligados ao setor. O maior deles é o do couro com 26 segmentações incluindo desde as salgadeiras até as selarias e indústrias de bebidas. Este fluxograma revela a ligação de vários segmentos da economia com a cadeia produtiva do boi que surpreende as pessoas. Por exemplo, o chifre e os cascos do animal podem ser usados como matéria-prima para a fabricação de madrepérola e pérolas artificiais. Também fazem parte da composição do pó de extintores de incêndio, e seu óleo entra na produção dos óleos da indústria aeronáutica, como aditivo lubrificante de avião.
O fluxograma mostra ainda que além do leite, carne, couro, chifre e cascos, é possível aproveitar quase todas as outras partes do boi como o sangue - utilizados em industrias de embutidos e farmacêutica, o sebo – que além de ser usado na indústria de sabão, também pode ser utilizado na confecção de cosméticos e pneus. A crina e os pelos dos bois são destinados a industria de escovas e na tecelagem. Os miúdos podem ser usados na farinha de carne e os ossos e a bílis na indústria química, de bebidas e nos laboratórios. Já as glândulas e a mucosas são utilizados para fazer hormônios e medicamentos. A triparia é usada na confecção de embutidos e de fios para sutura.
A cadeia também gera milhares de empregos. Com base nos dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), na fazenda, ocupa-se uma pessoa para produzir 1.400 arrobas de carne. O IBGE informa ainda que, foram produzidas 4,98 milhões de toneladas de carne bovina em 2003. Sendo assim, estatisticamente, a produção na pecuária de corte gerou em 2003, dentro da fazenda, cerca de 237 mil empregos diretos. Além disso, é preciso somar mais 600 mil empregos no abate, mais 100 mil no transporte e 180 mil no varejo, a cadeia produtiva da carne bovina cria mais de 1,1 milhão de empregos diretos, tendo por base os dados de 2003. Se considerar-mos que em 2003 eram abatidas 30 milhões de cabeças de gado, e hoje já ultrapassamos a marca de 40 milhões, pode-se projetar na atualidade um nível de empregos diretos da ordem de 1,5 milhões pessoas. Se o abate de bovinos parasse hoje, haveria paralisação direta em, pelo menos, 49 segmentos da economia que utilizam alguma parte do bovino em suas linhas de produção.